domingo, 17 de abril de 2011

Angola Perde um Grande Homem...

Condolência
Antigos directores da Ecclésia lamentam morte do Padre Muanamosi 

Angop
Missa de corpo presente do padre
Muanamosi Matumona
Missa de corpo presente do padre Muanamosi Matumona

Luanda – Antigos directores da Rádio Ecclésia, emissora católica de Angola, lamentaram neste sábado a morte, por doença, na quarta-feira, do padre Muanamosi Matumona, que exercia a direcção da emissora.

 
Em declarações à imprensa, antes da missa de corpo presente do malogrado, o bispo da diocese de Caxito, dom António Jaca, referiu que o falecido era um profissional da Comunicação Social íntegro, que procurava com todas as dificuldades ajudar e colaborar para um jornalismo exemplar.

 
“Esta é uma situação inesperada, é uma perda irreparável, que vamos tentar dar o nosso máximo para continuar com a sua obra. A direcção da rádio, cargo que estava a exercer há pouco tempo, exige ponderação e o padre era formado nesta área e já tinha traçado um rumo para a emissora”.

 
Por sua vez, o padre Maurício Camuto, também antigo director da Rádio Ecclésia, sublinhou que a morte do padre Muanamosi Matumona colheu todos com muito espanto, e que pela proximidade que os unia, conhecia as capacidades intelectuais e profissionais do falecido.

 
“Todos confiavam e esperavam muito do padre e a morte do padre choca muito, não só os profissionais da rádio e do jornal o Apostolado, mas todos os cristãos que com o padre privavam e não só”.

 
O corpo do padre passou a noite na Igreja do São Paulo, partindo às 05h00 para a sua cidade natal Uíge, onde será enterrado. 
  
 
 
Muanamosi Matumona nasceu no Uíge em 1965. Foi sacerdote católico, jornalista e professor de sociologia e de filosofia africana na universidade Agostinho Neto e no Seminário Maior do Uíge.


Estudou Filosofia, Teologia, Comunicação Social e Sociologia em Lisboa, no Porto (Portugal) e em Roma (Itália).

 
É autor de várias obras, entre as quais: Jornalismo Angolano: História, Desafios e Expectativas (2002); A Reconstrução de África na Era da Modernidade. Ensaio de uma Epistemologia e Pedagogia da Filosofia Africana (2004); Cristianismo e Mutações Sociais em África. Elementos para uma Teologia Africana da Reconstrução (2005).

 
Teologia Africana da Reconstrução como Novo Paradigma Epistemológico; Contributo Lusófono num Mundo em Mutação (2008); e Os Media na Era da Globalização. Para uma Sociologia do Jornalismo Angolano (2009), constam do seu conjunto de obras.




terça-feira, 12 de abril de 2011

ONU-Organização das Nações Unidas...Será???

ONU – Mais guerra do que paz – Murillo Rocha Mendes

Publicado por Redação em 12/04/2011 as 08:25
Arquivado em Opinião
Murillo Rocha Mendes
Murillo Rocha Mendes
A Organização das Nações Unidas (ONU), como sabemos, é uma associação internacional de Estados soberanos que pugna (ou deveria, sempre e em qualquer hipótese, pugnar) pela paz. Dentre tantos de seus nobilitantes objetivos: Fomentar ampla cooperação entre os Estados soberanos que a integram, envolvendo matéria de direito internacional, de segurança internacional, de direitos humanos, de desenvolvimento econômico e de progresso social, sobressai-se o da realização da paz mundial.
Não que os demais e vários outros de seus objetivos não sejam, igualmente, exaltantes, mas, reconheçamos, a paz mundial assoma como sua mais elevada, enaltecedora e precípua missão. Atualmente, ela é integrada por 192 dos existentes Estados soberanos; sua quase totalidade. Tem sua estrutura formal dividida em instâncias, dentre as quais, cumpre destacar, a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança. Embora a Assembleia Geral, em tese, seja seu órgão deliberativo principal, aquele mais representativo, que decide com ampla legitimidade, pois que reúne e delibera com todos os seus membros. Não obstante isso, é o Conselho de Segurança, composto por, apenas, cinco membros permanentes, com direito a veto, cada um deles, que detém a competência, quase que privativa, de deliberar sobre a paz e a segurança mundiais.
Assim, Estados Unidos, Reino Unido, China, França e Rússia detêm, para si, como instância competente, essa condição “sine qua, non”, o que se traduz, na prática, em que, verdadeiramente, somente eles, os cinco, podem tudo; podem, como de seu mister, incrementar a paz e a segurança internacionais, como podem autorizar a guerra, pelo voto declarado da totalidade, ou da maioria de seus membros, no caso de abstenção minoritária de votos. Somente não pode tudo, desde que algum de seus cinco integrantes exercite seu direito de veto.
Foi o que se deu no caso recente da guerra à Líbia, da autorização ampla de guerra que se concedeu, capaz de abrigar tudo sob o permissivo da dubiedade de seus termos. Autorização patética, encobrindo-se, pretensamente, sob o fundamento de um humanismo sinistro, que permite matar civis de um lado, pretextando salvar civis do outro lado; insofismavelmente, uma guerra de interesses dissimulados. Convém realçar que, desde a criação da ONU, em outubro de 1945, jamais uma deliberação do seu Conselho de Segurança foi substituída, modificada, ou desautorizada pela Assembleia Geral, embora esta detenha, teoricamente, tal prerrogativa, bastando, para tanto, que essa deliberação seja aprovada pelo voto de dois terços de seus membros presentes e votantes; um quorum muito difícil de ser concertado, face ao jogo de interesses comandado pelos países mais fortes, por aqueles, justamente, que integram esse Colegiado poderoso e que se faz incontestável.
Não sei; mas, não sou tão pessimista para ver a ONU como governo mundial único, imperativo, sobre todos os governos nacionais, nas decisões de seu Conselho de Segurança. De outra parte, não estou convencido, também, de que tudo seria melhor e mais razoável através de tratativas diretas entre os países interessados, por meio de tratados diretos…
O fato é que o mundo já não é o mesmo de 1945. Urge, assim, modificações capazes de bem espelhar essa nova realidade. A ONU, por via de consequência, não deve ser algo estático, inalterável, definitivamente pronta e acabada; deve conformar-se à nova realidade, postar-se ao comando dos novos tempos que já desautorizam e exigem o fim dessa hegemonia quíntupla, pois que ela já não exprime, substancialmente, os interesses da paz e da segurança mundiais. O Brasil, a Índia, a Alemanha e África do Sul, dentre tantos outros reivindicantes, são legítimos candidatos para ocupar os novos assentos no Conselho de Segurança, reforçando-lhe a autoridade, dando-lhe legitimidade e coerência.
Sem essa adaptação ao hoje, a ONU, criada para fomentar a cooperação em matéria de direito internacional, de segurança nacional, de desenvolvimento econômico, de progresso social, de diretos humanos e, sobremaneira, para a realização da paz mundial, estará fadada a cumprir, cada vez mais, autorizações de guerra, nem sempre defensáveis, mais das vezes de interesses não confessáveis; sobretudo contra países frágeis assentados sobre riquezas energéticas ou não.
Sobre o autor
Murillo Rocha Mendes
Membro da Academia Alagoana de Cultura

Ficha limpa no Lixo

Ficha limpa no lixo  
  Data/Hora: 12.abr.2011 - 20h 35 - Categoria: Politica  
 
  clique para ampliar Muitos dizem que o povo brasileiro é alienado, não se interessa em enfrentar as falcatruas institucionais, que são quase  diárias no nosso País. Lógico que não posso discordar que principalmente a classe média, que é formadora de opinião, tem dormido em berço esplêndido sem se importar com o varejo da nossa politicagem.

Mas no momento em que cinco milhões de brasileiros se oferecem para assinar apoio à Lei da Ficha Limpa, e que o congresso até surpreendentemente (porque mais legislam em causa própria) apressa sua votação e aprova o projeto em 2010, vem o Supremo, que é o guardião da legalidade, e nos frustra com seis votos dos 11 ministros, postergando a validade da lei para as eleições de 2012.

É bem verdade que essa decisão do STF foi tardia, porque o Lula casuisticamente adiou a indicação do 11º ministro da Casa, devido à aposentadoria de Eros Grau, só para não interferir antes da eleição de 2010, na posse de possíveis eleitos do seu partido e de aliados, que são muitos, com problemas na justiça.

E será que em 2012 essa Lei da Ficha Limpa terá validade sem ser contestada?! Parece que não! Pela declaração do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, “a Ficha Limpa vai ser fatiada como salame”. Para o bom entendedor, quer dizer: a lei vai para o lixo!

A única salvação seria se o Congresso (se tiver juízo) aprovasse uma nova lei sem motivos para interpretações dúbias, ainda neste ano, para finalmente a vontade popular ser sacramentada.

O que nos deixa mais perplexos é que desde a aprovação dessa lei em 2010, não somente magistrados, mas importantes juristas deste País aplaudiram o conteúdo desse projeto popular. Não é à toa que dos 11 ministros do STF, cinco votaram a favor da aplicabilidade da lei já, além da contundente aplicação dessa lei da Ficha Limpa pelo TSE, contra os eleitos com dívidas na justiça, e que não foram empossados. Lógico que somos a favor da prevalência da lei em todos os casos. Não estamos apoiando a ilegalidade, que não é o caso da Ficha Limpa, porque foi amplamente debatida, e que a Suprema Corte sacramente decisões somente porque o povo assim deseja. Longe disso!
 
Mas é difícil conceber que, mesmo com uma lei aprovada pelo nosso Parlamento, pressionada por milhões de assinaturas tupiniquins com CIC e RG, e com apoio do TSE, cinco ministros do STF, e da OAB, os seis outros magistrados tenham negado à Nação que políticos já condenados por ilícitos contra o erário e outros recebam, como se fosse legítimo esse aconchego do STF, para que tomem posse em várias esferas do Executivo e do Legislativo para representar o povo. Representar o quê? As urnas são apenas uma senha para o cargo eletivo. Quem deve fiscalizar antecedentes ou crimes eleitorais, garantidos pela constituição, é o TSE, que regiamente fiscalizou e impediu a posse de dezenas de eleitos deste último pleito. Então para que serve o TSE?!

De uma certa forma, nem a constituição está sendo respeitada. Ou estamos brincando de lei eleitoral, e dando um chega prá lá no sofrido cidadão brasileiro. Na realidade, continuam estranhas as relações das nossas instituições com a população! Os tempos políticos estão mudando! O Oriente Médio nos dá bons exemplos de indignação! Seria bom que os que dirigem o País não desprezassem os milhões de jovens que através da internet estão se informando, e não são mais alienados...

Paulo Panossian/Jornalista

domingo, 10 de abril de 2011

Resumo da Semana

Bem amigos Leitores esta semana que foi marcada pela tragédia de Realengo,sobre pôs a todas as outras manchetes e aí muitas coisas passaram despercebidas,entre elas:

a) A volta da Inflação...
b) A Economia do Brasil não está muito bem...
c)Stj  Superior tribunal de justiça e  TSF Tribunal superior Federal,andam devendo a sociedade brasileira,pois não julguam e nem resolvem nada...

Escrito por Antonio Paiva Rodrigues    Sáb, 19 de Março de 2011 00:53   
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A VOLTA DA INFLAÇÃO

Muitos estudiosos em economia definem a inflação de um modo lastreado. Por isso, ela tem um conceito econômico representativo, do aumento desordenado de preços dos produtos em determinadas regiões, países, durante um período, ou por tempo indeterminado. O mais doloroso neste processo é que, sua moeda perde o valor e consequentemente sua renda pode se exaurir da noite para o dia. Outros afirmam que a moeda cai. 
A inflação corrói e diminui o poder de compra e aumenta a dívida externa dos países emergentes ou do terceiro mundo. A inflação é muito ruim para a economia de um país. Quem geralmente perde mais são os trabalhadores mais pobres que não conseguem investir o dinheiro em aplicações que lhe garantam a correção inflacionária. Os centavos de Real fazem a festa da inflação, visto que de um dia para o outro é quase imperceptível notarmos a diferenciação, somente no final de cada mês, quanto do anúncio do valor da cesta básica. Neste momento é que tomamos ciência de como é dolorosa a tal de inflação.
As causas da inflação são diversas tais como: Emissão exagerada e descontrolada de dinheiro por parte do governo; Demanda por produtos (aumento no consumo) maiores do que a capacidade de produção do país; Aumento nos custos de produção (máquinas, matéria-prima, mão-de-obra) dos produtos. No Brasil, existem vários índices que medem a inflação. Os principais são: IGP ou Índice Geral de Preços (calculado pela Fundação Getúlio Vargas), IPC ou Índice de Preços Ao Consumidor (medido pela FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), INPC ou Índice Nacional de Preços ao Consumidor (medido pelo IBGE) e IPCA ou Índice de Preços ao Consumidor Amplo (também calculado pelo IBGE). No ano de 2008, a inflação brasileira foi de 5,9 % (IPCA). A política antiinflacionária sempre teve participação ativa na política brasileira. Nos anos 60, mais precisamente durante as eleições presidenciais ela estava em alta e praticamente sem controle.

Eleito a presidente do Brasil o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo o mato-grossense Jânio da Silva Quadros, populista de carteirinha e com grande respaldo para manobrar a classe trabalhadora com promessas mirabolantes de salvá-la dos problemas seriíssimos que aflitavam a população brasileira. Com um símbolo político assaz interessante usava uma vassoura que, segundo ele, serviria para varrer para distância incalculável a corrupção que graçava no Brasil. Todo candidato é apoiado por partidos políticos e naquela época a UDN (União Democrática Nacional) o apoiou e ele conseguiu suplantar os candidatos Adhemar de Barros (PSP) e o general Teixeira Lott (PTB-PSD) apontado por Juscelino. A UDN que sofrera derrotas fragorosas viu em Jânio a redenção. A sua eleição levava João Goulart à vice-presidência da República.

A inflação que Jânio herdou só crescia. E tinha como ponto principal as injunções que Juscelino fez para a construção de Brasília. Tensões sociais aumentavam e os reajustes salariais não condiziam com a realidade, pois ficava abaixo da inflação. A dívida de aproximadamente quatro bilhões de dólares com os credores internacionais, Jânio teria que pagar em seu governo uns dois bilhões e em 1961, saldar seiscentos. Redução de crédito estatal foi uma das alternativas, fim do apoio para importação do petróleo, do trigo e o pior, o congelamento dos salários dos trabalhadores. O FMI (Fundo Monetário Internacional) teve que apoiar a política econômica de Jânio, e mais empréstimos foram concedidos elevando em consequência a divida externa. Dois bilhões de dólares engordaram os cofres da nação e uma confiança, mesmo tímida melhorava e a confiança no país era vista de comunidade financeira internacional. Os empresários precisavam de crédito e pressionavam a todo instante o governo Federal. Os trabalhadores a cada dia ficavam mais nervosos e insatisfeitos com seus salários. O pior aconteceu, pois as forças que o apoiaram viraram oposição ao governo.


Mesmo com adoção de uma política externa independente com autonomia política para o Brasil procurou reatar as relações diplomáticas com a extinta União Soviética e com os países considerados socialistas. Apoio a entrada da China Comunista na ONU (Organização das Nações Unidas) e dar as mãos a Cuba contrariando a política Norte Americana. Cuba foi o grande foco da reação, visto que Jânio condecorou um dos líderes da Revolução Cubana, o comunista Ernesto “Che” Guevara. Talvez esta ação tenha sido o estopim para a sua renúncia ao governo brasileiro. O rompimento com a UDN e o mafioso Carlos Lacerda, declarava que Jânio queria dar um golpe e ficar no poder. Jânio tentou fazer um giro e caiu num jiral, pois pensava que com sua renúncia, militares, ministros não acatariam sua renúncia e trariam de novo ao governo. Os militares já se indispunham contra o vice-presidente João Goulart.


O Congresso Nacional, bem como os militares aceitaram sua renúncia e Jânio dançou feio e foi varrido com a mesma vassoura que o elegeu. Vejam com a inflação se torna cruel para determinados chefes de estado e governos. Com a chefia provisória entre a Raniele Mazzili presidente da Câmara dos Deputados nada podia ser feita até o retorno de João Goulart que estava em visita a China Comunista. O país estava prestes a aderir a sistema político comunista tanto pelo presidente Jânio como pelo vice João Goulart. E daí em diante os senhores tomaram conhecimento da história. O Brasil como país republicano jamais poderia aceitar um regime comunista. A inflação é dolorosa mesmo com certeza e ainda vai causar efeitos catastróficos em outras gestões com certeza.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ALOMERCE